terça-feira, 13 de dezembro de 2011

So Long Farewell

Essa é uma carta de despedida
tanto pra você quanto pra mim
Não enxergo mais alternativas
acho que agora é o fim
Não sei direito o que vou escrever
Só sei que é tão banal
Passar meu tempo pensando em você
Chega a ser irreal
Já cansei do tempo que perdi
Me enjoei das músicas
Das flores
Das conversas lúdicas
Já cansei de esperar
Por algo que já vem
Vejo que é hora de mudar
E nada mais além....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Et Cetera

Não sei mais o que posso te escrever
pra te fazer me olhar
Já coloquei tudo à perder
e agora tanto faz...
Evito olhar direto pra você
pra não recomeçar
Juro que ás vezes tento desistir
mas vejo que não dá
Não há no mundo nada pra impedir,
vou te redesenhar
Nem sei se isso tem um nome
ou se é minha invenção
Ás vezes vem, ás vezes some
depende da situação
Mas quando o mar mudar de cor
Antes do sol nascer
Tanto faz os erros,
os chutes e acertos...
Por que de novo eu vou por tudo à perder...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lei de Hess

Verde Água
Chuva
Trovoadas
Entalpia
Soluto
Solvente
Produto
Reagente
Contas
Um Sorriso Bobo
Uma voz mansa
Grave
E ente uma reação e outra
A, B, C, D
Tudo recomeça...

Jogo da Amarelinha

Desde que comecei a ler o Jogo da Amarelinha tudo mudou...a maneira com que vejo o mundo e vejo um livro. Na real, acho que isso não é um livro...É um jogo, um espelho...
Dedico esse poema à duas pessoas. À Carol Santos, que me emprestou esse lindo e fabutástico livro, e ao Bem-te-vi, que sempre me inspira.

Rayuela

Não nos beijaremos nas pracinhas íntimas
Nem nos cafés ou nos becos
Nos bancos ou nas pontes...
Não haverá reuniões do Clube
Sem Jazz, Blues
Hawkins ou Bessie Smith
Vodka , chuva ou o Sena
Não haverá Paris,
Nem Montevidéu, Nem Buenos Aires

Não mais saltos,
Pedrinhas...
Jogos
Glíglico

Sem chegar ao céu
Sem pular o inferno
Sem guarda-chuvas
Nesse jogo de Amarelo

Ode à Órion

Bom, dedico esse poema à várias pessoas, por que ele é mais que um poema....Dedico a parte I para a Chi, a parte II e V à Órion, a parte III à Chi e ao Vinas e a parte IV aos meus mais puros amigos: Biel, Nay, Naty, Lu e Poia...
Vamos ao poema

Ode á Órion

I
E ficamos ali
Sentadas naquele banco de madeira
Contemplando o céu
Cada uma imersa na sua própria solidão
Falamos pouco
Monossílabos

II
Só apenas nesta noite que eu o vi.
Forte
Com seu escudo
Sua seta apontada para próxima estrela
Um brilho tão intenso quanto uma lembrança

III
Cada qual no seu pranto
Com lágrimas prateadas (salgadas)
Rolando pelos rostos
Quando eis que uma caí.
No infinito da noite, passa de um olho à outro
Uma lágrima que dá origem à uma estrela.

IV
E naquele momento eu soube da verdade
Estava ali
Naquela Areia
No chiado das ondas
No sol por Nascer.
A verdade estava em nós
Apenas nós!
Não havia nada que nos distanciasse da certeza
De que no final de tudo seria apenas nós
Apenas aqueles sorrisos
Aquelas pegadas
Loucuras
Aquela imensa confiança e convicção
De que o universo era feito apenas de nós

V
Órion
Firme e convicto
Olhava-nos rindo-se
Tolos...
Só tolos choram ao ver estrelas...
Apenas tolos  enxergam o suficiente para chorar ao ver Órion

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Contra senso

Juro que todo dia tento me convencer do quanto você é chato, me dá náuseas...
Acho seu gosto musical péssimo.
Fernando pessoa te deixa insuportável
Não gosto do jeito que você ri,
Nem da sua letra...
Não gosto dos seus desenhos!
Não gosto do seu nome.
Não gosto do seu sobrenome
Não gosto da sua visão das coisas
Nem gosto do seu cabelo.Ele é ridículo!
Sua voz é muito grave
Você tem calças esquisitas
Você correndo é engraçado
Jogando vôlei então...desastre
Dançando, parece um bonecão bobo
Você é bobo
Seu sorriso é bobo
Não gosto do jeito que você anda
Nem o jeito que você mexe no cabelo
Não gosto das suas camisas
Não gosto, nunca gostei, de ipês amarelos. Os roxos são mais lindos
Elefantes são ridículos
Você nem é forte
Um esnobe artístico
Pra sua informação, amo são paulo!
Não suporto mais seu sorriso,
Nem o jeito que você segura lápis
Seus olhos são muito tristes
Sonhador esnobe artístico!
Suas meias são horríveis
Suas mãos devem ter calos pelos desenhos
Você é insuportável bem-te-vi!!
(Retiro tudo o que eu disse)

sábado, 19 de novembro de 2011

A limine

Se pudesse ser alguma coisa
Seria um desenho seu
Viveria no meu país das maravilhas
Com tudo que tenho direito!
Chuva de guarda-chuva, cogumelos
Relógios lunares
Cores e fitas
Flores e beijos
Pássaros
Seria de uma beleza inquestionável!
Oras! Pois seria fruto de suas fantabulosas ideias!

(sem um título à altura)

Roubei versos
De outras canções
Pra compor

O que era incerto,
Ondulações,
da sua cor

Roubei traços,
6B e carvão,
Giz pastel

Chiaroscuro
Borracha e canson
Nuvens no céu

E mesmo assim ainda
Tão incerto é o "nós"
Que fica aqui perdida

Roubei flores
De vários jardins
Pra enfeitar

Seus Cabelos
Armário e afins
Pra te mostrar

Todos os versos
Que eu mesma criei
Sobre você

Personagens,
Traços que rabisquei
Seu ipê

E mesmo assim ainda
Há um abismo entre nós
E eu fico assim perdida

Esperando sem porquê
Rimando pra esquecer
Todas as tentativas de me aproximar

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Al buen entendedor, pocas palabras bastan (II)

Feito dia XXV de Outubro MMXI

Faz quase uma semana
E não trocamos nem cinco palavras
Os sorrisos são fracos
E os olhares se desencontram
É difícil se aproximar
E encarar o âmbar brilhante nos teus olhos

Mas sei que me olhas
Desatento
Pensativo
E desvia rápido o olhar
E tu agora sabes que olho pra ti
De quando em quando
Às vezes sem querer

E me surpreendo
Quando percebo que
Pensas como eu

Como às vezes para
E fica
Desanuviando
Calado
Com o olhar ao longe
Confuso
Tímido
Triste
Mudo

E faz quase uma semana
Que anda tão distante
E que apenas duas palavras
(entoadas por tua grave voz),
Apenas duas
Me fazem vibrar
Aos poucos ,
Depois Cresce
Queima

E faz quase uma semana
Que por tentar me aproximar
Agora rezo por te esquecer...

PS: Não esqueci

Amar, verbo intransitivo...

É coisa que se ensine o amor?
Ela acha que sim...


sábado, 22 de outubro de 2011

Noturno

O vento
Cortante e incerto
É um sussurro,
Intermitente,
Imitando tua voz

Quem dera eu
Falar ao vento
Que a tua voz
Agora se faz muda

Antes Vibrava
Acorde à Palavra
Em uníssono com meu coração

Como agora
Tépido é o brilho
Longínquo das estrelas

Como Agora
Tépido é a minha respiração

Tépida se faz tua voz
Tépido se faz teu olhar
Tão profundo quanto uma noite de outono...
Tépido!
Quem diria....

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viatge

Acredite,
Por entre os coloridos
Retalhos
que formam as fazendas

Surge sozinho
Lépido
Um Ipê
(Amarelo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Les fleurs jaunes

Da sarjeta imunda
Brota, cálida, uma flor
Da noite recém chegada
Brota cheia, a Lua , imaculada
Ambas
(Sim)
São da tua cor

Outra para o mesmo pássaro

Bem-te-vi
Cá estou
Novamente
Perdida...
Entre as palavras,
Que rolam lentamente por teus lábios
E teus olhos
Cor de mel de eucalipto
Âmbar
Hidromel envelhecido!!
Vidrados
Sonhadores
Distantes,
Num objetivo oculto
Errante...

Ideale

São tantas ideias Bem-te-vi
Tantas
E tão lindas!

De tão inocente
Parecem tolas...

Não são...
São de tal sutileza
Sutil de mais
Para que o mundo
Tão grosseiro
Possa valorizar

Tão sublime
Quando a tua Arte
Bem-te-vi

Tão sublime
quanto teu sorriso

E é assim
Tuas ideias
Tua arte
Teu sorriso,
Sublimes....

Me fazendo pairar
(sobre o limite do tédio e da loucura)

Codinome

Penso num nome
Não encontro
Não existe

Te olho na esperança
Do âmbar líquido conter a resposta
Para minha surpresa impar
Não tem
Resposta
Nome

Cansei de esconder,
Através da ilusão da escrita
Teu nome
Elípse
Zeugma

Quero dar-te um nome
Um nome de pássaro
Pois é o que tu és
Pássaro

Canário
Pinta roxo, Beija-flor
Colibrí
Mas nenhum te representa mais
Quanto um belo (amarelo) Bem-te-vi


sábado, 8 de outubro de 2011

PA+ Regina Spector+ Flores

Vire um pouco o pescoço e descubra ...



que na negra primavera isso queima...


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ars longa, vita brevis

Se teus desenhos
Por ventura
Ganhassem vida
Saíssem do papel
Das paredes
Dos rascunhos,
Minha vida seria
Mais colorida e agradável
Flores,
Árvores
Pássaros
À torto e à direito
O mundo seria surreal...

Quem me conhece sabe,
Não sou daquelas
Que faz questão de viver na realidade

Two of me

Hoje esbarrei comigo no ônibus
Me olhei abismada
Não me reconheci de imediato
Não disse nada
Me sentei enquanto eu continuava de pé
Me encarei por um instante
Era estranho,
Retribuir meu olhar...
Não quis escutar minha voz
E então escrevi
Me aproximei de mim
Tentei ler o que escrevia,
Por cima dos meus ombros
Então escrevi rápido
Para que não pudesse ler
Pela última vez...
E foi assim
Escrevo logo escondo de mim

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Âmbar

Não são escuros
São, bem...
Não escuros,
Não onix como antes dissera...
São claros!!
Como hidromel envelhecido!!!
É um tom âmbar
De uísque
Caramelo derretido!!
Desculpe pelo engano com as cores...
Esse tipo de coisa eu faço.
Escuros são seus cabelos,
Chamas negras em perfeita harmonia com o caos

Vivaldi

I
Verão
Tempo de ver o sol nascer sobre as águas verdes e agitadas mar Atlântico
Tempo de vestidos
Ventos (no litoral)
Tempo de espera e de tempestades multicoloridas no céu

II
Outono
Tempo da luz e dos tons de vermelho e ocre
Tons de voz, tons de vento
Tempo de desenhar Árvores
Desenhar a luz sobre o campo
Tempo dos dias frios e claros
Tempo das frutas,
Sem chuva
Tempo da com âmbar de seus olhos
Tempo do seu aniversário
Tempo de Ipês!!!

III
Inverno
Tempo de se vestir bem
De sujar as roupas com amoras
De dividir árvores com passarinhos
Tempo das noites límpidas,
Infinitamente negras como teus cabelos
( que harmonizam muito bem com o caos),
Salpicadas de estrelas brilhantes
Tempo dos ventos tristes e chorosos
Dos livros de terror
De um bom chá quente
Do cinza que tanto amo

IV
Primavera
Tempo de ser pássaro
De cantar
Rolar na grama
Colher flores
Enfeitar meu cabelo
De ouvir as laudes das aves
As borboletas
De sentir calor
Da brisa amiga
Das cores
Que cores!!
Suas cores....

Resposta para Teresa

Não é minha altura
Meus traços
Meus olhos

Não é meu cabelo
Meus Lábios
Minhas cores

Não são meus livros
Nem meus sapatos
Nem minha letra

Mas, quase sempre,
São meus versos
Minhas palavras...
Até mesmo meus amores.

Não é um reflexo
Talvez seja refração

Não sei o que é
Não sei quem é
Às vezes sou eu
Mas não sei quem sou

É mais que sou
É tanto
Que me somem as palavras
Os verbetes
É tanto
Que só olhando pra entender
Ou tentar, quem sabe

Não sei como,
Quando,
Quanto,
Onde
Sei apenas
Que agora
Amo

À Caroline Chiarelli, um espelho onde também adormeço...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De nier ce qui est et d'expliquer ce qui n'est pas

Quero beijar tua face
Que se enrubesce tão facilmente
Quero Afagar teus cabelos
Escuros, bagunçados
Quero ser segurada por teus braços
Firmes, como teus traços
Quero,
Por um segundo,
Não mais,
Achar algum fresta no tempo.
Onde tudo gire sem sair do lugar
A escuridão e a luz dançam
Brincam
Onde a única voz que escute seja a sua
O único toque
A única imagem
E a única Arte
Venham de você
Não sei aonde ir,
Nem por que ir...
Nem sou o que sou....
Não sei quem sou.
Sei apenas
Não sou sua
(ainda?)
Sei apenas que giro
Sem sair do Lugar

(Mais) Outro princípio de Incêndio

Queria tirar você
Dos Matos Floridos
Dos pássaros
Das cores
Do piano
Quera tirar você
Do meu pensamento
Dos acordes
Na verdade
Tenho vontade
De trazer você para a Realidade
Não dos versos
Mas dos braços

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A pequena parte do todo (Fractal)

Perco meu tempo
Desenho
Luas,
Curvas
Desenho grama
Mato
Flores
Desenho Árvores
Seus Cabelos
Olhos
Viajo nos traços
viajo no som
Termino a última estrela
Vejo
A noite enluarada
Sobre o verde musgo, feio
Ora assino
Ora esqueço
Me perco
E depois,
Depois do Zênit,
Vem a pesada espuma
E transforma teus olhos em pó colorido!!!!

Eet

A questão é bem mais complicada que ser ou não ser...Muito mais complexa.
Se fosse só ser ou não ser já havia escolhido um lado. No caso os dois lados...
Mas é difícil dividir em ser ou não ser quando o que importa é seu sorriso, seus olhos, seu olhar, traços.
Neste caso , não sou e sou...Mas não sei ser, não há como ser.
Nunca mais voltarei a ser...e nunca mais não serei...
É muito mais subdividido

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Infecção

Primeiro arde
A infecção
É rápida
Invade não só o corpo
Arde a Alma

O primeiro sintoma
Sorriso
Alegria inexplicável
Poemas bobos

Depois piora
O segundo sintoma
Fantasia
As viagens
Os desejos
As invenções

E depois piora
Vira tédio
Paranoia
Loucura!!

A ardência vira incêndio
Vai queimando
Corroendo
Quebrando cada fibra
Desdobrando cada fibra

E piora
Lisogênese
Ciclo
Lítico
Dor
Som
Arritmia!!

O Amor é Vírus Ignorante
Mata,
Pouco a pouco,
O Hospedeiro

domingo, 25 de setembro de 2011

Desconcerto à um mural Lunar

Se pudesse ser algo
Qualquer coisa
Seria um ponto de teu desenho

Queria ser um traço
Uma curva
Uma estrela
Um pedaço da Lua
Uma Listra
Uma roda
Marola
Do Tempo
Da Música
Um fantasma
Marfim
Ébano
E o fim
É meu fim.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma Ode Das Estrelas Para Um Amor (Ainda) Não Declarado

I
Seus olhos...
Tem algo diferente neles
Um brilho extra por tras desses lagos escuros
Algo sorridente e tristes ao mesmo tempo
Sombrio, Sóbrio, Límpido, Cálido
Talvez seja a maneira com que seus olhos olham
A maneira com que você olha as coisas.
Olha o mundo
A maneira como você consegue olhar para tudo e ver.
Não é só olhar, mas ver
Ver a arte numa folha em branco
Ver poesia numa manchete
Ver desenhos nas nuvens
Ver desenhos em tudo!
Tem algo novo no seu olhar...
Talvez seja a maneira com que me perco olhando você olhar

II
Seu sorriso...
Cada vez que seu rosto
Se abre em um sorriso
É como se na minha frente
Uma criança surgisse
Seu sorriso
É o de uma criança surpresa
É esse o tom de seu sorriso
Tão lindo
Luminoso
Franco
Puro
Por que é um sorriso de uma criança
Uma criança surpresa
Porque acaba de descobrir o mundo!!
(de novo)

III
Seu jeito...
Ah, como esperas que me detenha com seu jeito
(vivo, ardente)
Ante mim?
Como posso eu me deter
Com sua voz mansa
Com suas palavras
(sim!)
Essas palavras escolhidas pelo destino
Para acariciarem meus ouvidos
Tua Aura
Tão pura
Não a cor que possa classificar sua aura
Nem palavras...
Emana arte
Sua sensibilidade
Tão humana....
Seu jeito de encarar uma simples flor
Uma pena
Um pedaço de carvão
Um galho seco
Assim como seu perfume, ela parece estar em todos os lugares
Nos corredores
Nas salas vazias
Na minha mente desocupada
Como se não fosse mais eu
Não sou mais eu
Desde que percebi
(pela primeira vez)
Seu jeito

E ainda tenho tanto à dizer

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Que tous ses pas etaient des sentiments.

Quero desenhar teus traços
Como Galileu traçou as constelações
Quero Sentir seu toque
Como Ariana sentiu Dionísio
Quero Escutar sua voz
Como Eurídice só ouviu Orfeu
Quero te ver dormir
Como Tisbe viu Príamo
Quero conseguir esperar você
Como Penélope Esperou Ulisses
Quero amar-te
Como meus Pais se amam
Estou caindo...
Caindo nos profundos lagos acastanhados de seus olhos
Como Ícaro se viu caindo do Céu

Base Quatro

Quando Corro
Pés descalços
Sinto a grama
Orvalho
Terra
Lama

Quando Corro
Escuto o vento
Sussurrando
No meu ouvido
Ao passar Cantando

O barulho,
Murmúrio,
Me lembra o infinito e verde Mar...

E então
Grama
Terra
Orvalho
Lama
Vira
Água
Onda
Peixe
Concha
Areia

sábado, 10 de setembro de 2011

Mórula

Esse mormaço às vezes me irrita
Mas aqui de cima é tudo tão claro
A brisa suave se torna forte
Os aromas mais verdadeiros
A vista mais bucólica
A procura pelo fruto ideal
(tão cálido e onix como a íris de teus olhos)
Gosto de dividir tudo com os pássaros
Ouvir o canto, as asas
Aqui em cima me sinto um pássaro
Contemplo toda Liberdade,
Paisagem
Aqui em cima,
No topo do meu mundo,
Tupo passa em câmera lenta.
Lá em baixo,
"Eles passarão*"
Aqui em cima,
"Eu passarinho*"!!


*Mário Quintana , Poeminha do Contra




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Incertezas

Seria tola se confiasse nas incertezas do Amanhã.Já sou insegura demais e tenho minhas caixas e gavetas cheias de dúvidas e minhas próprias incertezas.Não posso confiar no Amanhã.
Não que não goste de me aventurar. Eu adoro me aventurar, mas prefiro uma expedição pelos seus olhos brilhantes e infinitos ( como o horizonte no momento do sol se pôr) e pelo seu cabelo despenteado do que por um novo dia.
Seria tola também se me agarra-se apenas às lembranças...E nesses tempos são tantas.O problema das lembranças é que elas vão ficando nebulosas e tão incertas como o Amanhã...Então tanto o Ontem como o Amanhã se transformam numa fantasia, numa utopia inerte e repetitiva. Cada vez que me agarro ao Ontem ou ao Amanhã, faço hora extra no meu mundo imaginário*.
Mas, tolice mesmo seria ignorar isso que estou começando a sentir Hoje.Essa incerteza brilhante de seus olhos, de suas frases,de seu sorriso...Essa incerteza que Hoje me resgatou de algum lugar lúgubre do século XIX enquanto caminhava sem rumo por corredores abarrotados...Essa incerteza que me faz escrever agora e só agora!
Nessa incerteza confio, cegamente...Confio nessa incerteza que surgiu Hoje, que estava perdida em algum nicho nas paredes amareladas do Tempo.
É tão certa essa minha fé na incerteza, que não confio em mais nada.Nem no Amanhã, nem no Ontem, apenas naquele momento em que minha incerteza encontrou a sua.


* Frase da Carol Santos *---*
PS: Carpe Diem



domingo, 4 de setembro de 2011

Das nostalgias vividas à frente do IFGW

Sabe, agora tive vontade de escrever....Não sei bem por que, mas acho que eu nunca sei bem por que...Bem, vou escrever agora à Caroline das boas prosas, que ontem me fez lembrar (entre "três espiãs de mais" e outras coisas) do meu primeiro poema.
Acho que era o primeiro...Chama-se primavera

"As flores cheirosas atraem as borboletas
Que recolhem as sementes e espalham pela natureza
As flores cochilam no inverno
Mas na primavera é um festival de Vermelho e Amarelo"

Gracinha não? Vamos à um Hai-Kai para começar a Semana

Gleb Watachin*
Se pudesse Ser algo da natureza
Seria aquela folha, aquela mesmo,bem na entre o céu e o sol.

* Como dizia Hilda Hilst, Informe-se

Reparações

Já reparou
Quanto mais olha pro céu
Mais estrelas começam a cintilar?

Já reparou
Que aquela grama brilha tanto
Que até dá vontade de deitar lá (e não sair mais)?

Já reparou
Que aqui tá tão gostoso, o céu tá tão azul?
Não quero mais levantar desse banco

Já reparou
Que a lua tirou férias
E foi substituída pelo Gato de Cheshire?

Ah quantas mais,
E quantas reparações hei de fazer,
Para que finalmente repares em mim?

Suposições

Acho que gosto...
Não sei exatamente do que
Não sei exatamente por que.
Acho que gosto
Do seu cabelo
Apontando em todas as direções
Do sei sorriso
Tão...Não sei
Acho que gosto
Porque ainda não sei
Acho que gosto
Por que você
Me Faz sentir algo
Que não consigo
(nem com as mais sublimes palavras)
Dizer, ou escrever...
É talvez seja isso...
Acho que gosto
Por que, assim como seu sorriso,
Não existe verbete no mundo que consiga descrever

não compreendo

Sou selvagem não compreendo
Como pode o branco comprar
O brilho das águas, o frescor do ar
Como vender o que não tenho?

O homem pertence à Terra
Tua mãe não generosa
Sagrada árvore frondosa,
Qual agora tu faz uma oferta

Se por ventura vier à aceitar
Tu branco deverá prometer
Que com harmonia com a Terra irá viver
E ensinará tuas crianças a Terra respeitar

Sou Selvagem e não compreendo
Esse mundo civilizado
Onde tudo é cinza e numerado
Onde o que importa é o quanto compro ou vendo...

Sou Selvagem e me orgulho
De respeitar a Natureza
Sentir e fazer parte da sua grandeza
Há uma ligação em tudo

Há uma ligação em tudo
À cada árvore que cai
À cada búfalo que cai
Um dia recairá ao teu mundo

Tu Branco é meu irmão
Tu pássaro, cavalo, onça, lambari
Mustangue, Xavante, Tupi
Em tudo há uma ligação

Acabou a vida e começou a sobrevivência
Estais destruindo a fonte de teu sustento,
Esta é a tal da ordem e do progresso?

Estais sendo morto por tua prepotência
sou selvagem e não compreendo
Mas grito: DESORDEM E REGRESSO!

(Sobre a carta Chefe de Seatlle. Informe-se)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Das últimas considerações de um agosto demorado

Acho que pela primeira vez (ou a segunda?), não quero saber seus segredos.Não quero ouvir sua voz, nem ver seus olhos!Não quero ver olho algum, nem seu, nem dele, nem os meus próprios olhos!!Não quero mais criar metáforas com seus olhos, não quero criar metáforas com os olhos dele!
Não quero! Não suporto mais essa espera incessante!Não quero mais seus olhos, voz, braços, pele, jeito, cor som! Não quero mais aquele traço, olhos, riso, onix, mel.
Cansei
Estou indo para algum lugar no tempo onde meus sonhos são mais que névoas acima de minha cabeça.Onde a Solidão seja pura, sem hipocrisia alguma.Onde minha árvore me acolha e minhas lágrimas rolem simplesmente e calmamente sobre meu rosto.Onde a saudade não esteja impressa em meus versos, onde o medo seja apenas uma fantasia louca.
No meu terreno em Plutão, Hades declara propriedade coletiva e eu danço com a lua noites e noites seguidas.
Sinto-me à sós quando estou rodeada por tanta gente.Quero me libertar desse tipo de coisa, dessa solidão, dessa alma, dessa imprecisão e também dessa necessidade que tenho de sempre ter que amar alguém.
Mas já amo, amo muitos...Amo todos, mas não sei mais até quando amarei e escreverei. Sem pensar e sem ter medo de escrever aquilo que realmente sinto.Sem ter medo de ser, de ver, aquilo que minha alma grita para mim a todo tempo.
Não quero mais ser assim.Quero apenas um inverno, meus amigos e o cinza que tanto amo.Quero , só agora e não mais, me perder no meu Centro Mágico de ruas e canais com uma bicicleta branca.

Al buen entendedor, pocas palabras bastan

Que agonia é escrever!
Que doloroso processo
é o de poetizar!!!
Como doí amar
(o amor dos outros)
Como doí sorrir num dia cinza.
Como doí
(por que será?)
saber que não serão os meus lábios,
mas sim os dela,
á mapear a pele dele,
e mesmo assim sorrir.
Ah céus!!
Por que será que
este meu lado animal
me impede de aceitar
o que a tempos esperava acontecer!
Ah! Estou tão feliz,
apenas por ver os dois
Juntos.
(mesmo não entendendo o porquê)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Para o Wil

Evite descer para o litoral hoje

Abra seus olhos
Olhe em volta
sinta um sorriso....

Veja aquela nuvem!
O que parece para você?
Veja aquela árvore,
Que lindo e amarelo ipê!

Você consegue ver o mar?
Ali no céu,
pintado nas nuvens como se fosse aquarela...

Evite descer para o litoral hoje, ok?
Evite, apenas evite, ficar para baixo hoje....

EIA RIMA

Imagine, um frio dantesco e uma aula sobre Energia e meio ambiente depois do almoço. O sono convidativo assim como a tarde cinza e chuvosa (me lembrando Sampa, fazendo minha saudades aumentarem) .Até que em meio a palavras perdidas surge a sonoridade que tanto vasculhei em minhas gavetas para renovar minha inspiração: EIA-RIMA (estudo de impactos ambientais e relatório de impactos do meio ambiente). Genial! Sonoridade incrível!
Saiu isso, em meio à uma aula de EMA

EIA-RIMA

Hei a rima!
Que tanto desprezo
Hei a rima!
Que tanto lhe peço
Hei a rima!
Em Trovas,
Sonetos
Hei a rima
Sem inspiração
Sem ideias
Hei a rima!
(desrimada!)
Hei a rima,
Mais nada!

sábado, 27 de agosto de 2011

STAR anagrama de ARTS


Numa aula qualquer

"É tão engraçado, tudo que eu sinto aqui dentro...Eu não sou daquelas que com facilidade consegue esconder."Na verdade está estampado em cada parte da minha...Eu não sei porque isso me faz sentir-me leve, como uma pluma.Não sei porque meu coração bate descompassado, meus ouvidos escutam apenas sua música agora.Anseio pelo mais ínfimo toque.
Mas, é engraçado meu desapego pelo seu desapego.Realmente , pelo menos neste etéreo momento, sinto-me contente por te amar.Simplesmente te amo.Nada mais, te amo.Sem trocas, te amo.Ah como e bom mergulhar nos lagos negros e profundos que são seus olhos....

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Concreto

O que uma aula de sociologia não te faz pensar e uma aula de UOCS não te faz escrever??

Minha vida se passa numa caixa.
No trabalho, escola, casa.
Só mais um cubo na geometria urbana,
Compondo a paisagem,
Só mais uma peça, engrenagem.
Eu vivo numa colmeia de Macacos!!!
Bolos de asfalto recheados com concreto.
Eu vivo numa colmeia pra Macacos!!
Bicho Homem, Homem Bicho,
Vivendo de lixo cultural!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Áries

Meus pés vacilam no vácuo
Caindo infinitamente no vazio
Flutuando e sentindo o sangue frio
Me negando a crer no fato

Me entrego ao banzo
Destruo odes de amor
Queimo-me no meu próprio calor
Um suspiro mudo, canto

Desanuvia-se minha mente
Destrói-se meus preceitos
No onix perdem-se meus sonhos

Meu corpo dormente
Choro ao peito
Em mais uma manhã sombria de outono

domingo, 31 de julho de 2011

Depois de uma aula de hidro...


Depois de uma aula de hidro...


que passei fazendo isso no caderno desenhando no meu caderno, fui a cantina e vi o céu...estava tão lindo!!
Na aula de UOCS (uso, ocupação e conservação do solo) escrevi isso:

Chiaroscuro

Sabe aquelas tardes
cinzentas de inverno,
Quando a garoa,
fria e fina,
cai sonolenta,
Sobre a grama vermelha?

Nessas tardes,
onde o branco
contrasta
com o cinza
Vi uma flor alva sobre o céu escuro!!





Três e Quinze

O cinza ocre
O sorriso alvo
Pele fina,
Cândida

Ossos salientes
Olhos onix
Acordes perfeitos
Notas suaves

Desculpe-me
Pelas palavras repetidas.
Não existem outras,
Nem uma ao menos,
Que possam tão bem descrever-te...

sábado, 30 de julho de 2011

Dear John


Quem nunca teve uma paixão platônica que atire a primeira pedra...Não sei ao certo como começou, mas me lembro de chegar da escola (com uns anos , acho) e escutar repetidas vezes as músicas, os discos, gravar fitas e escutar no meu walkman. Falando assim até parece que eu tenho, sei lá uns 30 anos, mas não...tenho apenas 16. Sim, 16 anos e apaixonada por alguém que nem conheço, que nem poderei conhecer....Se alguém ainda pensa que estou falando do livro ou do filme "Querido John", vou dar algumas dicas:
  • Ele é Inglês
  • É músico
  • Um pacifista dedicado
  • Um crítico social nato
Ainda não sabem?? Bem, ele (quando mais novo), junto com os amigos , cantava : Yeah, Yeah, Yeah! Sim, estou quase que perdidamente apaixonada por John Lennon...Um Beatle morto à 21
anos!


Eu simplesmente não consigo evitar!Não paro de escutar Beatles, Tocar e cantar Beatles.Mas não é pelo McCartney ou pelo Ringo...É pelo George e pelo John...Principalmente pelo John..
Sabe, o Paul realmente é um virtuose e tals, mas o John...Eu não sei por que, mas ele pensa e idealiza o mundo como eu própria descobri que penso.
O John era um cara que acreditava realmente naquilo que fazia e seu jeito instável e sarcástico só davam um toque final à tudo...
Quanto aos Beatles, não gosto muito do "Yeah,Yeah,Yeah!!", prefiro a época ácida do Sgt Peppers e Magical Mystery Tour, por que mostram um John mais instável ainda! Já
o White Album e o Let it Be mostram um John mais completo...


Um John que finalmente havia encontrado alguém tão louco e pacífico como ele...Sim, eu acho que a Yoko fez bem para ele.Os Beatles, as baladinhas românticas do Paul não eram o que John realmente queria...Ele precisava falar da guerra, da paz e de tudo!!Acho que a Ono Plastic Band foi boa por isso.....
Se por um lado foi bom, o governo Nixon não gostou nada...Achou perigoso, mesmo John cantando a paz e o amor!!Mas para quem canta a morte e a guerra, isso é uma ameaça...
Acho que gosto do John, porque ele pensa o mesmo que eu à respeito da Revolução...Não rola ter armas, afinal ditadura é ditadura seja vermelha ou não!!
Pena que Nixon não pensa nisso (como aposto que um ditador soviético também não pensaria)...
Depois de compor Power to The People, Imagine, War is Over e Give Peace a Chance, não penso que um fã tenha matado John...Principalmente depois de ter seu telefone grampeado e um pedido de deportação em baixo de sua porta...
Sim, eu apaixonada por John...Um beatle que não suporta ouvir Yeah, Yeah, Yeah!, um pacifista revolucionário, um músico, um poeta e uma parte de Yoko....


Dear John, I'll write home everyday! And I'll send all my loving to you....





sábado, 23 de julho de 2011

Nox

Estava eu, 2h da manhã na sala assistindo o HP-3, quando olho para janela e vejo a lua...Na verdade uma meia lua, com nuvens em volta e tudo.O vento estava raivoso, uivava alto e forte, derrubando a energia nos prédios vizinhos...Então, em meio a escuridão, tive que escrever, o resultado é esse:

A meia Lua sorri no céu escuro
Duas solitárias estrelas brilham no ar onix de seus olhos
O vento entoa as frias notas de inverno num ritmo forte e dançante
As árvores bailam a luz do luar
Às vezes o vento diz nossos nomes,
Sob a penumbra planejada das luzes que piscam

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Haikai

Bom para quem não sabe Haikai é um estilo de poesia do Japão que visa a objetividade e concisão, bem simples e direto. No japão é escrito em uma linha vertical e é acompanhado de um desenho ou uma pintura. Em português não ocupa mais que 3 linhas.
Não sou direta e gosto de escrever bastante, mas consegui escrever uns haikais.
Aproveitem:

Pax

Tão lindo o contraste
O rosa vivo nos galhos secos
à frente do cinzento e frio céu de outono

Outro haikai

Hoje vi o mar
(pintado nas nuvens)

Grafitti

Se eu tivesse uma lata de Spray
Publicaria meus poemas
Nas paredes sujas da cidade

terça-feira, 19 de julho de 2011

O futuro é nosso


Bem, eu sou uma etecapiana nata e amo minha escola.Desde que entre nessa escola sinto que ela guarda algo mais para mim...Não foi pensando nisso que entrei no curso de Meio Ambiente, mas durante esse semestre eu percebi tanta coisa,
cada detalhe que nunca havia percebido ao meu redor...E pensando nisso eu me apaixonei com um projeto, um projeto que visa o futuro e o bem estar do ambiente da minha escola...O projeto da agenda 21 é bem simples e surgiu mais ou menos assim:
No dia 10 de junho de 2011, uma sexta com aula de PCT (Práticas em Ciência da Terra) de revisão muito sonolenta, meu amigo @yellowils queria por que queria uma dinâmica...Então nossa professora melhor de todas, Erica, nos deu uma dinâmica.
Foi assim, ela dividiu a lousa em três partes. Na primeira ela colou um tronco sem folhas e
escreveu: árvore dos sonhos; na segunda ela escreveu "pedras no caminho" e na terceira "planos de ação".Então colocou folhas verdes sobre a mesa e também círculos brancos de papel e nos pediu para escrever os sonhos para escola, os problemas para eles se concretizarem e nossos planos para que eles dessem certo.
A dinâmica era sobre Agenda 21 que é "um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica." Todo mundo pode fazer uma para si ou para um grupo!É um conjunto de hábitos diários para a melhoria contínua do ambiente e de nós mesmos!!
Adorei a dinâmica, uma galera também curtiu. A professora sugeriu fazer uma agenda da escola toda, com td mundo (funcionário, corpo discente, docente e administração, além é claro de nós,
educandos). Ela disse que queria nos ver no jovem cientista, aquele prêmio e tals...Então mãos a obra...Começamos a fazer o registro de todas as turmas de meio que tinham feito a dinâmica e
depois das férias vamos começar a expor o projeto...
Pensamos em colocar uma árvore de sonhos no P1 e fazer feiras de trocas, mais teatro, poesia e consciência ambiental!!Não vejamos meio ambiente como verde, árvore, passarinho e tals, mas como o lugar que convivemos e interagimos com as coisas e seres!!!
Gente, esse é um projeto muito maior que eu, o Gui, a Karina, o Wil, a Aline, a Dy, o Victor...é um projeto coletivo... e como uma vez em um debate o Fretta falou: eu acredito numa parada chamada coletivo!!!"
Bem gnt é isso, eu acho que é isso....No decorrer do projeto eu vou escrevendo.Peço apoio aos etecapianos que lerem esse texto e o tal espirito que existe entre nós e nossa escola ( afinal
somos hogwarts, não?).Aos demais, façam uma agenda também!!É muito interessante....
O Gui e deu uma ideia sobre o logo da nossa escola que é assim:
Se mudássemos algumas coisas poderia ser assim:
Se mudássemos algumas coisas poderia ser assim:
então é isso povo.Espero que vcs gostem do projeto ^^

terça-feira, 12 de julho de 2011

Noite de outono

Nada encoberta
Noite pálida
Perfeita para meus devaneios
Para desanuviar minhas ideias

Enfim descoberta
Minha mente ávida
Fantasia histórias
Escreve livros
Destrói Versos

Undeci

Outro dia, em um desses domingos em que a saudade bate a sua porta bem na hora do chá e você a convida para sentar-se, forcei minha memória a lembrar de um fato (até então) muito doloroso e que me deixava muito mal...Pois bem, no meu vício constante de escrever criei este poema

Undeci (onze)

Nunca vou me esquecer
O sol ardendo em um mezzogiorno
O céu no azul de verão
O violão pesando as costas.
Era minha ultima vez
Naquele prédio,
Naquela sala,
Naquela rua.
Arrastava os pés, não queria a despedida
A cada momento, o fim chegava mais perto

Nunca vou me esquecer
O último olhar
O último abraço.
Céus! como queria que durasse infinitamente
Suas mãos nas minhas costas, ao violão
Minhas mãos às suas costas...
Da mesma maneira que veio, foi
Não sei
Nunca vou me esquecer

O último sorriso
Você para um lado, eu para outro
Lembro-me de te olhar
Suspirei
Era o fim
Olhei o caminho tortuoso à minha frente
Nunca vou me esquecer
Arrisquei dando meu primeiro passo

Se me arrependo?
Não...
Mas, nunca vou me esquecer

Rubeus


Os ventos de outono me levam junto a ti
Uivam teu nome
Gritam tuas juras
Coram meu rosto

O sol de outono reflete em tua pele alva
Anseio o toque
Imploro o Beijo
Cora o meu rosto

O frio de outono esta presente
Em tuas mãos gélidas,
Teu toque macio,
Teu brilho sombrio,
Cora o meu rosto

As cores de outono estão em você
No ocre dos teus cabelos
No tom brando de tua voz
No róseo de teus lábios
No fogo que cora o meu rosto

A noite de outono está em você
No onix de teus olhos
No brilho lunar de teu sorriso
Na profundidade de teu abraço
Cora meu rosto




domingo, 10 de julho de 2011

Vibração

Quem é músico sabe do que vou falar agora..Uma noite, já faz uns meses, eu estava voltando da escola e aconteceu uma coisa.Era uma noite bem estrelada e eu estava feliz (não sei bem por que) então comecei a olhar para o céu e cantar.Não uma música que eu soubesse, mas uma música que fiz na hora, que senti na hora....então eu escutei essa música, melodia, harmonia...Quando cheguei em casa simplesmente escrevi.Bem, quero agradecer a minha amiga poetiza Sofia Aguiar, que em um seminário de SIC (isso mesmo, eu prestei atenção ¬¬') me deu a inspiração necessária para o primeiro verso, os outros são obra do acaso e da noite estrelada...

Pintando palavras
Ligando pontos com as estrelas
Noite iluminada
Não penso em outra maneira

De olhar pra esse céu
E não se perder
Sentir a energia
Pelo corpo correr

A lua sorrindo
Ao redor só há silêncio
Acho que tô sentindo
A música acontecendo

E olhando pro céu
Pra me perder
Numa constelação distante
Arriscando horizontes
Em degradê..


domingo, 3 de julho de 2011

Mais uma quinta feira

Aula de AIMA (aplicativos de informação em meio ambiente) mais frio que o inferno de Dante e deu nisso...

todos os sinais...
a necessidade pelo toque mais infímo,
A fala mais descontraída,
sorrisos...quantos sorrisos,
o olhar perdido, imerso no desejo do outro.
A vontade inexplicável pelo contato:
Visual,
Corporal,
Labial.
Nescecidade pelo outro,
pura e simplesmente...
para conversar,
rir,
e por vezes nada falar.
apenas olhar, apenas sentir o calor.
Apenas amar...
Concorde que nesse outono-inverno,
cujo frio penetra nos ossos,
nada melhor do que um par de corpos abraçados,
olhares ligados,
lábios entreabertos,
respiração acelerada...

Aulas de LTT

Uma tarde fria, aula de LTT, Tédio e muita inspiração

No escuro escrevo-lhe cartas

Sem motivo, longas em demasia

Costuradas pelo frio e chuva

Manchadas do calor que emana do seu corpo

Olhar inexpressivo tenho

quando não encontro seus olhos,

quando não encontro seus lábios.

Quero escrever o que realmente sinto

Mas é impossível com palavras medir

Aquilo que só posso demonstrar

Quando seus lábios nos meus descansarem

De volta


6 da tarde


No fundo o som do jazz calmo

O compasso pelas ruelas e lugarejos

Por minha mente dando vida a teus beijos

Por entre todos os carros apressados


Olhares vazios para cidade em movimento

Cenas se repetindo, seus olhos, seu jeito

Impaciente e repetitivo desejo

Transformando minha ansiedade em tormento


De volta lentamente

No crepúsculo estrelado

Aos poucos se aproximando


Desejando loucamente

Ter um momento ao seu lado

Ter a certeza de que estou amando

A não ser você


Sinto seu sorriso

Ouço a sua voz

Tão calma em meu ouvido

Quando estamos à sós


Seus beijos, seus abraços

suas histórias, seu olhar

Segura em seus braços,

Não vejo o tempo passar.


A serenidade dos teus beijos,

sem pressa, lentamente...

Fazem todos os desejos

se concretizarem rapidamente


Suas juras, Seu cortejo.

Pela noite, madrugada.

Em qualquer canto ou lugarejo

Esperando a alvorada


Gosto de ver seu rosto corando

sua respiração ofegante

seu peito oscilando

seus amassos delirantes


O ocre de seus cabelos

O toque de suas mãos

Anseio por ir vê-lo

Não aguento mais esta privação


Seu som, Seus acordes

Flutuando em minhas veias

Suas fotos e recortes

Comigo a tarde inteira


E tantas bobagens

Sabor dos seus lábios

Não abro passagem a nada

A não ser você

Quarto escuro

No meu quarto escuro

Escuto minha mente

Vejo a dança das sombras

E o luar quente

No teto estrelado

Procuro sua imagem

Vou passar para seu lado

Aprender de tua linguagem

No escuro do meu quarto

Procuro seus olhos castanhos

Como se não estivessem farto

De vê-los apenas em meus sonhos

Nos meus sonhos

Procuro seu amor

Já que me tratas como estranho

Não me afundarei em seu topor

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Goles de chá


Ponteiros se arrastam

Por entre os goles de chá

Passos se afastam

Nas salas de outro andar


A chuva, que é forte

Sob a luz do luar

Espera e quase torce

Para um dia eu voltar


Assisto mentiras

Espero o sono chegar

São molduras vazias

Por entre os goles de chá


Poesias perdidas

Por gavetas trancadas

Por tantas idas e vindas

Por pastas fechadas


Todos sonham, eu acordo

Me recuso a dormir

Quanto o sono, ignoro

Para os raios assistir


Assisto memórias

A ressuscitar

Tropeços, Histórias

Por entre os goles de chá

Raios


Raios deixam tudo azulado

Silêncio absoluto

Sem pessoas nem carros


Penumbra colorida

Será ilusão?

Ou apenas uma peça da escuridão


E tudo gira sem sair do lugar

Volto a ser o que nunca fui

Será o acaso ou apenas a luz


Chego ao fim antes de começar

A escrever tudo aquilo que quero

A esperar por tudo que espero

ou não


Eu ouço som na sua mudez indiscreta

Talvez encontre alguma frase secreta

Todos dormem, permaneço acordada

Olhos vermelhos, estou preparada


Chegar ao fim não posso mais

Se eu não começar agora

tanto faz

A cigarra e a Formiga

essa foi a coisa mais próxima à perfeição que já fiz...não devia ter lido tanto Bocage

A cigarra e a Formiga

Conta-se uma história
(corroída pelos tempos)
Que se perde na memória,
Sobre uma noite de fortes ventos,
Onde se encontram dois personagens.
Um repleto de contentamento
E outro consumido pela paisagem.
Havia uma cigarra que amava o pensamento
Do canto e liberdade.
E havia uma formiga que achava um tormento
Sua rotineira realidade


Pela manhã um certo dia
Enquanto trabalhava
A formiga um canto ouvia.
E o canto continuava
Com o passar das horas,
Mas a formiga só pensava
Em largar tudo e ir embora.
Enfim a operária do emprego saiu
E andando pela flora
Numa árvore descobriu
A cigarra em cantoria.
Ao ver a formiga, ela sorriu
E ofereceu uma trova de cortesia,
Que, rancorosa a formiga respondeu:
“ Eu trabalho e você em boemia?
Eu me esforçando e você feito Romeu!!
Me ensinaram que só trabalhando
Que se conquista o que é seu!!”
A formiga, raivosa, continuou olhando
A trova que a cigarra cantou:
“Minha Amiga, não entendo.
Por que tanta raiva me mostrou?
Fiz-lhe algum mal?”
“Esse banjo o dia inteiro tocou
E desafinado cantou como tal
Essa medíocre melodia
Que não pertence a nenhum animal.”
“ O que faço é Poesia
Canto o mundo!
Colho o dia!”
A formiga demorou quase um segundo
Para virar as costas e seguir andando
No caminho escuro
Do seu formigueiro. E sempre escutando
A cigarra à plenos pulmões
Com os ventos cantando.
E foram tantas as canções,
Pela noite e madrugada,
Que a formiga nos lençóis
Amanheceu já zangada.
Ao chegar à empresa
A formiga revoltada
Nada fez a não ser espalhar tristeza.
Era tamanho o mau Humor
Que toda a fineza
Deu lugar ao topor.
Na linha de produção,
No pátio, o sentimento era de dor,
Sem motivo ou explicação.
Mas no fim do expediente
A formiga sem emoção,
Encontrou a cigarra impertinente.
A operária fadigada
Ouviu a cigarra pacientemente:
“Esperava sua chegada,
Pois acho que começamos errado,
Nem fomos apresentadas”
Sentaram-se então, lado a lado
E começaram a conversar
Sob o céu estrelado
Sobre as coisas que a vida tinha a reservar.
A formiga cansada, contava
Que era operária e estava a esperar
O dia que nunca chegava,
O dia de o tempo ser dela,
Do descanso que tanto esperava
De uma vida cheia de cautela.
A cigarra na prosa emendou
E disse que era poeta
Vivia como Deus mandou
Sem querer saber do futuro
E nem daquilo que já passou.
Sua vida não era cercada por muros
Nem cadeados, nem portão.
Não queria saber do escuro
Nem de senhor ou patrão!
A formiga atenciosa escutava
Aquilo com tamanha emoção,
A cigarra poeta falava.
E quando no meio do céu
A lua chegava,
A formiga encerrou o cordel
E seu caminho seguiu.
A madrugada caiu como um véu
Assim como as canções que ela ouviu
Sobre um mundo diferente
Daquilo que sempre existiu
Passaram então, de repente
Dias, semanas à fio,
De encontros contentes
Da nova amizade que surgiu
Em meio a realidades
Separadas por anos mil.
Pois o que conto agora, em verdade
Mudará a amiga formiga
Que chegou com uma novidade
Que deixou-a aflita.
Até que a cigarra explicou
Que a crise que o formigueiro enfrentava
Acontecia por que alguém a causou.
No mundo onde se situava
No formigueiro em ela que vive,
A operária não imaginava
Como se convive
Com a enorme pobreza
Que pelas ruas existe.
“Enquanto na Realeza,
A folgada rainha ostenta
O que conseguiu ( com grande moleza)
Nas costas de quem sempre a sustenta:
Por ventura, vocês soldados e operárias
Classe que todo serviço aguenta
para conseguir de forma precária
Nada mais que sua subsistência!!!”
E a formiga percebeu
Que tudo que produzia
Nunca lhe pertenceu
(Nem mesmo por um dia).
Aquilo tudo era seu!!
A cigarra falou em Mais-valia,
A formiga logo entendeu.
O tempo e a liberdade
A rainha bem escondeu
Como a pura verdade.
A formiga agora ciente
Logo esclareceu
As operárias carentes
De qualquer noção.
A nação do povo unido
Pra levantar uma insurreição!
Então a formiga branindo
Suas ferramentas
As ruas foram subindo
(ao som da cigarra contenta)
Em direção ao castelo
Da rainha tormenta,
Que com um Martelo
De fome o povo matava
Enquanto fazia elos
Com aqueles que pra ela importava.
Ao ver o povo na Porta
( que com força a empurrava)
A rainha fingiu-se de morta
E saiu de anti-mão
Levando consigo a horda
Que o povo chamou de ladrão.
Foi assim que a cigarra formosa
Cantando no limite do pulmão
Uma canção honrosa
Sobre a revolução!!
Sob os fortes ventos
Daquela noite de inverno,
Só havia um pensamento
que não era nada interno:
Liberdade amor!
Sem gravatas, nem ternos!
Carpe Diem, Fervor!
Tudo em nome da igualdade
Sem sentir mais temor
Em contato com a verdade.

Nossa história aqui não termina
Apenas muda de cidade,
Cuja cigarra seguia
Levando em sua bagagem
Sua ideologia.