segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Contra senso

Juro que todo dia tento me convencer do quanto você é chato, me dá náuseas...
Acho seu gosto musical péssimo.
Fernando pessoa te deixa insuportável
Não gosto do jeito que você ri,
Nem da sua letra...
Não gosto dos seus desenhos!
Não gosto do seu nome.
Não gosto do seu sobrenome
Não gosto da sua visão das coisas
Nem gosto do seu cabelo.Ele é ridículo!
Sua voz é muito grave
Você tem calças esquisitas
Você correndo é engraçado
Jogando vôlei então...desastre
Dançando, parece um bonecão bobo
Você é bobo
Seu sorriso é bobo
Não gosto do jeito que você anda
Nem o jeito que você mexe no cabelo
Não gosto das suas camisas
Não gosto, nunca gostei, de ipês amarelos. Os roxos são mais lindos
Elefantes são ridículos
Você nem é forte
Um esnobe artístico
Pra sua informação, amo são paulo!
Não suporto mais seu sorriso,
Nem o jeito que você segura lápis
Seus olhos são muito tristes
Sonhador esnobe artístico!
Suas meias são horríveis
Suas mãos devem ter calos pelos desenhos
Você é insuportável bem-te-vi!!
(Retiro tudo o que eu disse)

sábado, 19 de novembro de 2011

A limine

Se pudesse ser alguma coisa
Seria um desenho seu
Viveria no meu país das maravilhas
Com tudo que tenho direito!
Chuva de guarda-chuva, cogumelos
Relógios lunares
Cores e fitas
Flores e beijos
Pássaros
Seria de uma beleza inquestionável!
Oras! Pois seria fruto de suas fantabulosas ideias!

(sem um título à altura)

Roubei versos
De outras canções
Pra compor

O que era incerto,
Ondulações,
da sua cor

Roubei traços,
6B e carvão,
Giz pastel

Chiaroscuro
Borracha e canson
Nuvens no céu

E mesmo assim ainda
Tão incerto é o "nós"
Que fica aqui perdida

Roubei flores
De vários jardins
Pra enfeitar

Seus Cabelos
Armário e afins
Pra te mostrar

Todos os versos
Que eu mesma criei
Sobre você

Personagens,
Traços que rabisquei
Seu ipê

E mesmo assim ainda
Há um abismo entre nós
E eu fico assim perdida

Esperando sem porquê
Rimando pra esquecer
Todas as tentativas de me aproximar

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Al buen entendedor, pocas palabras bastan (II)

Feito dia XXV de Outubro MMXI

Faz quase uma semana
E não trocamos nem cinco palavras
Os sorrisos são fracos
E os olhares se desencontram
É difícil se aproximar
E encarar o âmbar brilhante nos teus olhos

Mas sei que me olhas
Desatento
Pensativo
E desvia rápido o olhar
E tu agora sabes que olho pra ti
De quando em quando
Às vezes sem querer

E me surpreendo
Quando percebo que
Pensas como eu

Como às vezes para
E fica
Desanuviando
Calado
Com o olhar ao longe
Confuso
Tímido
Triste
Mudo

E faz quase uma semana
Que anda tão distante
E que apenas duas palavras
(entoadas por tua grave voz),
Apenas duas
Me fazem vibrar
Aos poucos ,
Depois Cresce
Queima

E faz quase uma semana
Que por tentar me aproximar
Agora rezo por te esquecer...

PS: Não esqueci

Amar, verbo intransitivo...

É coisa que se ensine o amor?
Ela acha que sim...