quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ode à Órion

Bom, dedico esse poema à várias pessoas, por que ele é mais que um poema....Dedico a parte I para a Chi, a parte II e V à Órion, a parte III à Chi e ao Vinas e a parte IV aos meus mais puros amigos: Biel, Nay, Naty, Lu e Poia...
Vamos ao poema

Ode á Órion

I
E ficamos ali
Sentadas naquele banco de madeira
Contemplando o céu
Cada uma imersa na sua própria solidão
Falamos pouco
Monossílabos

II
Só apenas nesta noite que eu o vi.
Forte
Com seu escudo
Sua seta apontada para próxima estrela
Um brilho tão intenso quanto uma lembrança

III
Cada qual no seu pranto
Com lágrimas prateadas (salgadas)
Rolando pelos rostos
Quando eis que uma caí.
No infinito da noite, passa de um olho à outro
Uma lágrima que dá origem à uma estrela.

IV
E naquele momento eu soube da verdade
Estava ali
Naquela Areia
No chiado das ondas
No sol por Nascer.
A verdade estava em nós
Apenas nós!
Não havia nada que nos distanciasse da certeza
De que no final de tudo seria apenas nós
Apenas aqueles sorrisos
Aquelas pegadas
Loucuras
Aquela imensa confiança e convicção
De que o universo era feito apenas de nós

V
Órion
Firme e convicto
Olhava-nos rindo-se
Tolos...
Só tolos choram ao ver estrelas...
Apenas tolos  enxergam o suficiente para chorar ao ver Órion

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