segunda-feira, 26 de março de 2012

Ode à Madrugada

Tá tudo seco
Sem mais nenhum sentido
Já faz um tempo
Que perdi meu juízo

Mas tô andando
À meses nessa estrada
Cantarolando
Uma Ode à Madrugada

E assim
Bem de mansinho
Uma pergunta
Vem surgindo

"Será que vai Chover?"
Não Sei,
Talvez
Se encontrar meu guarda chuva
Fique tudo bem

Mas "Será que vai chover?"
Se for assim
Uma Garoa bem fininha
Tudo Ok pra mim

Vou desenhando
Sem pretensão alguma
Me imaginando
Nas crateras da Lua

Fico calada
E nada digo. Então
Se estou errada
Isso é uma outra questão

E assim
Bem de mansinho
Várias nuvens
Vão surgindo

"Será que vai Chover?"
Não Sei,
Talvez
Se encontrar meu guarda chuva
Fique tudo bem

Mas "Será que vai chover?"
Se for assim
Uma Garoa bem fininha
Tudo Ok pra mim

domingo, 11 de março de 2012

Um Buquê....

256 Tons
O céu de São Paulo
É como uma Paleta
Nos tons
(mais profundos)
De Cinza

Pax
Se pudesse viveria naquele quadro.
Pra sempre nas balanças
Nas gangorras
Nas cirandas
Nos corais
Viveria a vida dos meninos
Outrora mortos pela Guerra
Fome
Desespero
Viveria pra sempre na infinita liberdade
Na paz dos campos
Dos Cavalos
Pra sempre na vida dos meninos
( que em outro painel jaziam mortos)

Portinari
Quando Jorge Amado
Certa vez um personagem criou
Meio Míope
Meio Poeta
E muito Pintor
Chamou-o de Professor
(Mas seu nome de verdade é Portinari!)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Orfeu

Orfeu?
Confias em mim, Orfeu?
Então caminha.
Caminha Orfeu!!
De olhos cerrados
Com a melodia transposta do peito aos lábios.
Caminha!
Com a cega fé nos meus passos seguindo os seus
À qualquer custo.

domingo, 4 de março de 2012

Segundo mês

Acontece
Que o silêncio da tua ausência,
De tão imenso e constante,
Comprime meu peito.
Não posso respirar

Reviso cada traço,
Cada ponto,
Pra te reconhecer em todos os meus gestos

O acaso me fez de fantoche
Que espera impaciente
Por uma súbita aparição
Aparição que não vem
Trinta dias
Quatro semanas
Um mês