Sou selvagem não compreendo
Como pode o branco comprar
O brilho das águas, o frescor do ar
Como vender o que não tenho?
O homem pertence à Terra
Tua mãe não generosa
Sagrada árvore frondosa,
Qual agora tu faz uma oferta
Se por ventura vier à aceitar
Tu branco deverá prometer
Que com harmonia com a Terra irá viver
E ensinará tuas crianças a Terra respeitar
Sou Selvagem e não compreendo
Esse mundo civilizado
Onde tudo é cinza e numerado
Onde o que importa é o quanto compro ou vendo...
Sou Selvagem e me orgulho
De respeitar a Natureza
Sentir e fazer parte da sua grandeza
Há uma ligação em tudo
Há uma ligação em tudo
À cada árvore que cai
À cada búfalo que cai
Um dia recairá ao teu mundo
Tu Branco é meu irmão
Tu pássaro, cavalo, onça, lambari
Mustangue, Xavante, Tupi
Em tudo há uma ligação
Acabou a vida e começou a sobrevivência
Estais destruindo a fonte de teu sustento,
Esta é a tal da ordem e do progresso?
Estais sendo morto por tua prepotência
sou selvagem e não compreendo
Mas grito: DESORDEM E REGRESSO!
(Sobre a carta Chefe de Seatlle. Informe-se)