sábado, 22 de outubro de 2011

Noturno

O vento
Cortante e incerto
É um sussurro,
Intermitente,
Imitando tua voz

Quem dera eu
Falar ao vento
Que a tua voz
Agora se faz muda

Antes Vibrava
Acorde à Palavra
Em uníssono com meu coração

Como agora
Tépido é o brilho
Longínquo das estrelas

Como Agora
Tépido é a minha respiração

Tépida se faz tua voz
Tépido se faz teu olhar
Tão profundo quanto uma noite de outono...
Tépido!
Quem diria....

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viatge

Acredite,
Por entre os coloridos
Retalhos
que formam as fazendas

Surge sozinho
Lépido
Um Ipê
(Amarelo)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Les fleurs jaunes

Da sarjeta imunda
Brota, cálida, uma flor
Da noite recém chegada
Brota cheia, a Lua , imaculada
Ambas
(Sim)
São da tua cor

Outra para o mesmo pássaro

Bem-te-vi
Cá estou
Novamente
Perdida...
Entre as palavras,
Que rolam lentamente por teus lábios
E teus olhos
Cor de mel de eucalipto
Âmbar
Hidromel envelhecido!!
Vidrados
Sonhadores
Distantes,
Num objetivo oculto
Errante...

Ideale

São tantas ideias Bem-te-vi
Tantas
E tão lindas!

De tão inocente
Parecem tolas...

Não são...
São de tal sutileza
Sutil de mais
Para que o mundo
Tão grosseiro
Possa valorizar

Tão sublime
Quando a tua Arte
Bem-te-vi

Tão sublime
quanto teu sorriso

E é assim
Tuas ideias
Tua arte
Teu sorriso,
Sublimes....

Me fazendo pairar
(sobre o limite do tédio e da loucura)

Codinome

Penso num nome
Não encontro
Não existe

Te olho na esperança
Do âmbar líquido conter a resposta
Para minha surpresa impar
Não tem
Resposta
Nome

Cansei de esconder,
Através da ilusão da escrita
Teu nome
Elípse
Zeugma

Quero dar-te um nome
Um nome de pássaro
Pois é o que tu és
Pássaro

Canário
Pinta roxo, Beija-flor
Colibrí
Mas nenhum te representa mais
Quanto um belo (amarelo) Bem-te-vi


sábado, 8 de outubro de 2011

PA+ Regina Spector+ Flores

Vire um pouco o pescoço e descubra ...



que na negra primavera isso queima...


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ars longa, vita brevis

Se teus desenhos
Por ventura
Ganhassem vida
Saíssem do papel
Das paredes
Dos rascunhos,
Minha vida seria
Mais colorida e agradável
Flores,
Árvores
Pássaros
À torto e à direito
O mundo seria surreal...

Quem me conhece sabe,
Não sou daquelas
Que faz questão de viver na realidade

Two of me

Hoje esbarrei comigo no ônibus
Me olhei abismada
Não me reconheci de imediato
Não disse nada
Me sentei enquanto eu continuava de pé
Me encarei por um instante
Era estranho,
Retribuir meu olhar...
Não quis escutar minha voz
E então escrevi
Me aproximei de mim
Tentei ler o que escrevia,
Por cima dos meus ombros
Então escrevi rápido
Para que não pudesse ler
Pela última vez...
E foi assim
Escrevo logo escondo de mim

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Âmbar

Não são escuros
São, bem...
Não escuros,
Não onix como antes dissera...
São claros!!
Como hidromel envelhecido!!!
É um tom âmbar
De uísque
Caramelo derretido!!
Desculpe pelo engano com as cores...
Esse tipo de coisa eu faço.
Escuros são seus cabelos,
Chamas negras em perfeita harmonia com o caos

Vivaldi

I
Verão
Tempo de ver o sol nascer sobre as águas verdes e agitadas mar Atlântico
Tempo de vestidos
Ventos (no litoral)
Tempo de espera e de tempestades multicoloridas no céu

II
Outono
Tempo da luz e dos tons de vermelho e ocre
Tons de voz, tons de vento
Tempo de desenhar Árvores
Desenhar a luz sobre o campo
Tempo dos dias frios e claros
Tempo das frutas,
Sem chuva
Tempo da com âmbar de seus olhos
Tempo do seu aniversário
Tempo de Ipês!!!

III
Inverno
Tempo de se vestir bem
De sujar as roupas com amoras
De dividir árvores com passarinhos
Tempo das noites límpidas,
Infinitamente negras como teus cabelos
( que harmonizam muito bem com o caos),
Salpicadas de estrelas brilhantes
Tempo dos ventos tristes e chorosos
Dos livros de terror
De um bom chá quente
Do cinza que tanto amo

IV
Primavera
Tempo de ser pássaro
De cantar
Rolar na grama
Colher flores
Enfeitar meu cabelo
De ouvir as laudes das aves
As borboletas
De sentir calor
Da brisa amiga
Das cores
Que cores!!
Suas cores....

Resposta para Teresa

Não é minha altura
Meus traços
Meus olhos

Não é meu cabelo
Meus Lábios
Minhas cores

Não são meus livros
Nem meus sapatos
Nem minha letra

Mas, quase sempre,
São meus versos
Minhas palavras...
Até mesmo meus amores.

Não é um reflexo
Talvez seja refração

Não sei o que é
Não sei quem é
Às vezes sou eu
Mas não sei quem sou

É mais que sou
É tanto
Que me somem as palavras
Os verbetes
É tanto
Que só olhando pra entender
Ou tentar, quem sabe

Não sei como,
Quando,
Quanto,
Onde
Sei apenas
Que agora
Amo

À Caroline Chiarelli, um espelho onde também adormeço...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

De nier ce qui est et d'expliquer ce qui n'est pas

Quero beijar tua face
Que se enrubesce tão facilmente
Quero Afagar teus cabelos
Escuros, bagunçados
Quero ser segurada por teus braços
Firmes, como teus traços
Quero,
Por um segundo,
Não mais,
Achar algum fresta no tempo.
Onde tudo gire sem sair do lugar
A escuridão e a luz dançam
Brincam
Onde a única voz que escute seja a sua
O único toque
A única imagem
E a única Arte
Venham de você
Não sei aonde ir,
Nem por que ir...
Nem sou o que sou....
Não sei quem sou.
Sei apenas
Não sou sua
(ainda?)
Sei apenas que giro
Sem sair do Lugar

(Mais) Outro princípio de Incêndio

Queria tirar você
Dos Matos Floridos
Dos pássaros
Das cores
Do piano
Quera tirar você
Do meu pensamento
Dos acordes
Na verdade
Tenho vontade
De trazer você para a Realidade
Não dos versos
Mas dos braços