domingo, 27 de fevereiro de 2011

Goles de chá


Ponteiros se arrastam

Por entre os goles de chá

Passos se afastam

Nas salas de outro andar


A chuva, que é forte

Sob a luz do luar

Espera e quase torce

Para um dia eu voltar


Assisto mentiras

Espero o sono chegar

São molduras vazias

Por entre os goles de chá


Poesias perdidas

Por gavetas trancadas

Por tantas idas e vindas

Por pastas fechadas


Todos sonham, eu acordo

Me recuso a dormir

Quanto o sono, ignoro

Para os raios assistir


Assisto memórias

A ressuscitar

Tropeços, Histórias

Por entre os goles de chá

Nenhum comentário:

Postar um comentário