sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Das últimas considerações de um agosto demorado

Acho que pela primeira vez (ou a segunda?), não quero saber seus segredos.Não quero ouvir sua voz, nem ver seus olhos!Não quero ver olho algum, nem seu, nem dele, nem os meus próprios olhos!!Não quero mais criar metáforas com seus olhos, não quero criar metáforas com os olhos dele!
Não quero! Não suporto mais essa espera incessante!Não quero mais seus olhos, voz, braços, pele, jeito, cor som! Não quero mais aquele traço, olhos, riso, onix, mel.
Cansei
Estou indo para algum lugar no tempo onde meus sonhos são mais que névoas acima de minha cabeça.Onde a Solidão seja pura, sem hipocrisia alguma.Onde minha árvore me acolha e minhas lágrimas rolem simplesmente e calmamente sobre meu rosto.Onde a saudade não esteja impressa em meus versos, onde o medo seja apenas uma fantasia louca.
No meu terreno em Plutão, Hades declara propriedade coletiva e eu danço com a lua noites e noites seguidas.
Sinto-me à sós quando estou rodeada por tanta gente.Quero me libertar desse tipo de coisa, dessa solidão, dessa alma, dessa imprecisão e também dessa necessidade que tenho de sempre ter que amar alguém.
Mas já amo, amo muitos...Amo todos, mas não sei mais até quando amarei e escreverei. Sem pensar e sem ter medo de escrever aquilo que realmente sinto.Sem ter medo de ser, de ver, aquilo que minha alma grita para mim a todo tempo.
Não quero mais ser assim.Quero apenas um inverno, meus amigos e o cinza que tanto amo.Quero , só agora e não mais, me perder no meu Centro Mágico de ruas e canais com uma bicicleta branca.

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