terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pássaros


Não posso dar nome a um pássaro. Pois os pássaros são livres e toda vez que damos nome a algo estamos aprisionando e prendendo isso. Quando damos nome a algo estamos guardamos isso só para nós.
Os Pássaros são do mundo, não meus!Quando vejo um pássaro lindo tenho vontade de levar-lo comigo. Se eu o engaiolar ele morrerá. Portanto quando o vejo, devo deixá-lo ir.Se eu o vejo, o admiro, o amo, todos podem fazer o mesmo.Se ele quiser vir comigo não o aprisionarei, deixarei ele ir quando quiser!
Por isso Amor, não darei meu nome a ti nem te engaiolarei. Amo-te, todos podem amá-lo e você pode ir quando quiser, pois você é livre!

São Pedro

Fui pra são pedro à uns fins de semanas... No caminho vi tanta terra, que juntando com tudo que li, eleições e um sentimento que é metade amor e metade coragem, não por mim mas por todos, Lembrei de um fato: Revolução (não reforma, pois quem faz reforma é capitalista!) agrária!


Estrada

Passa terra

Passa verde

Passa cana

Passa soja

E passa carro

E passa carro

Nenhuma casa

Nenhuma vila

Só cana

Só soja

Muita terra

Muita planta

Mudou a paisagem

Passa favela, mas

Não passa a fome

Não passa a sede

Passa o homem

O Bóia-Fria

E passa terra E casarão

Passa cana

Passa soja

Meus senhores

Sem hipocrisia:

Temos pouca terra?

Muita gente?

Pouco pasto?

Conta outra...

Abaixo do Solo

Qnd ando no centro da cidade tenho algumas ideias...E qnd isso se junta a minha saudade da galeria do rock se transforma nisso:

Underground


Aqui em baixo o mundo é do avesso

O que em cima é certo, aqui é errado

Quem em cima é louco, aqui é são

Aliais, quem define estas palavras (barreiras) são as pessoas lá de cima


Aqui a única regra é quebrar as regras lá de cima

A palavra de ordem é liberdade

Toda Arte aqui é feita de pureza e poesia

E tudo é Arte aqui em baixo


Educação não se restringe a livros inexatos

Aqui se aprende e aqui se ensina

Coisas que alguns lá de cima escondem


Neste universo de Arte e Música

Poucos lá de cima se envolvem

Eles tem medo, repugnam

Espalham calunias sobre nosso mundo


Por isso que aqui em baixo do solo

Todos somos feitos de coragem,

Porque renegamos a superfície

E nos livramos de todas as amarras dessa superfície carcerária

Sarau

Após o sarau na SEMEC (semana de esporte e cultura), resolvi parar de rimar!Pra que rimar afinal??

Não rimem
Senhoras e senhores, estão proibidas as Rimas!
Nessa terra de ninguém
Nunca mais qualquer poeta
Procurará pelos quatro ventos uma rima que não lhe pertence
Pois não há nada de ilógico na rima
A rima aprisiona as palavras
coloca barreiras nessas criaturas livres
Pois, senhoras e senhores, quando rimamos
Matamos as palavras
Matamos o sentido de poema
Quando rimamos limitamos o poema
Pois rimas são fúteis
Juntam palavras rivais
Separadas fazem mais sentido do que juntas
O poema deve ser seguido de nenhum nexo
As palavras devem ser seguidas por outras
Mas nunca Rimarem!
Pois assim como neste poema
As palavras devem se juntar por afinidade
E não pelo seu som ou escrita.
Então caros poetas, não rimem!

Amigos....

Só conhecendo a turma pra entender mesmo...

Amigos


Pessoas que te amam

Só querem o seu bem

E que não se espantam

Com os defeitos que você tem


Por vezes são bem parecidos

Por vezes muito diferentes

Mas sempre estão muito unidos

Por tudo que existe pela frente

Te suportam e te aturam

Te veem ir e chorar

Conversam e te escutam

Te ensinam um outro modo de amar


Leem seus Poemas

Rimam “estrelas com “Joelho”

Sem esforço e sem problema

São seu reflexo num espelho


Entre Risos e besteiras

Provas da realidade

Respeito de qualquer maneira

Isso sim é amizade!

Proposta

Em uma dessas aulas da Stela, tinha um exercício pedindo para fazer uma enumeração...entre os temas estava a infância.Depois de ler os textos para sala, ela nos jogou a proposta de criar um texto sobre infância, mas sobre uma infância diferente...Certamente que depois de uma aula com o Mestre Orestes, não podia criar algo melhor que isso:


{Des} infância


Eu não entendo....

Trabalho desde muito cedo

Não tenho tempo nem para meus medos

Isso é tudo que tenho


Sem bonecas, sem brincadeira

Sem comida, sem bola

Sem recursos, sem escola

Sem infância de qualquer maneira


Enquanto eles não sabem o que é fome

Tem tudo de mão beijada

Andam em muitos carros


Eu não como e nem tenho nome

Já tenho minhas mãos calejadas

Moro, com tantos outros, em barracos

Aulas de LPL

Sonetumeração


Olhei

O vi

Pensei

Senti


Com o olhar perdido

Adormecida de sentidos

Nenhum amigo

Coração Partido


Ele Correu

Eu o segui

Tudo se perdeu

Eu nem percebi


O tudo antes era só meu

Ninguém o amava mais do que eu

Porém tudo apodreceu

Sou Eunice sem Orfeu


Tenho o nada

E mais um Pouco

Na madrugada

Sou Louco

Operação...

Bom a poesia que vou postar a seguir foi reflexo das minhas inquietações à respeito da cirurgia que minha mãe sofreu...

Vésperas da primavera


Entre todas as flores que avistei

Escolhi você para de mim cuidar

E em seus braços ,e embalar

Até que me curei


Entre todos que neste mundo existem

Foi você que me mostrou o que é o amor

Por isso que chorei quando vi você com dor

E minhas lágrimas ainda persistem


Pois quando medo tive

Você me acalmou sem demora

Por isso me assombra a ideia de te ver indo embora

Antes mesmo que lhe visse


Mãe, mesmo com tanto medo e expectativas

O amor que tenho por ti não é nada banal

Por que deste mundo não pertence


Quero que com toda alegria você viva

Mesmo que não em sua forma carnal

Porque o que importa na realidade e ver seu espírito contente

Versos Brancos


Em meio a uma tempestade

Onde meus Sentimentos se confundem com a razão

Marx, Engels e Lenin vão formando minha opinião

Onde Nietzsche e Dostoiévisk só aumentam minha ansiedade


Encontro entre Livros e Discos,

Provas, resenhas e reuniões,

Assalariados e explorações,

Seu belo Sorriso


Incendiados pelo mesmo fogo

Aceso pela mesma ideologia

Vi em teus olhos tudo que procurava



O incentivo a começar d novo

Aquilo que tanto me confundia

Encontrei em você o tudo e o nada

Realidade

Realidade


E quando dei por mim

Teu nome morava em minha boca

Tua mente me deixara louca

Só quando dei por mim


E quando dei por mim

Teu cheiro chegava a mim através do vento

Não conseguia mais fugir do teu pensamento

Só quando dei por mim


Agora fico assim,perdida

Entre diferenças e semelhanças

Sem visão do teu futuro


Como em um beco sem saída,

Onde não têm vez as esperanças

Espero tua vontade no escuro