terça-feira, 13 de dezembro de 2011

So Long Farewell

Essa é uma carta de despedida
tanto pra você quanto pra mim
Não enxergo mais alternativas
acho que agora é o fim
Não sei direito o que vou escrever
Só sei que é tão banal
Passar meu tempo pensando em você
Chega a ser irreal
Já cansei do tempo que perdi
Me enjoei das músicas
Das flores
Das conversas lúdicas
Já cansei de esperar
Por algo que já vem
Vejo que é hora de mudar
E nada mais além....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Et Cetera

Não sei mais o que posso te escrever
pra te fazer me olhar
Já coloquei tudo à perder
e agora tanto faz...
Evito olhar direto pra você
pra não recomeçar
Juro que ás vezes tento desistir
mas vejo que não dá
Não há no mundo nada pra impedir,
vou te redesenhar
Nem sei se isso tem um nome
ou se é minha invenção
Ás vezes vem, ás vezes some
depende da situação
Mas quando o mar mudar de cor
Antes do sol nascer
Tanto faz os erros,
os chutes e acertos...
Por que de novo eu vou por tudo à perder...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Lei de Hess

Verde Água
Chuva
Trovoadas
Entalpia
Soluto
Solvente
Produto
Reagente
Contas
Um Sorriso Bobo
Uma voz mansa
Grave
E ente uma reação e outra
A, B, C, D
Tudo recomeça...

Jogo da Amarelinha

Desde que comecei a ler o Jogo da Amarelinha tudo mudou...a maneira com que vejo o mundo e vejo um livro. Na real, acho que isso não é um livro...É um jogo, um espelho...
Dedico esse poema à duas pessoas. À Carol Santos, que me emprestou esse lindo e fabutástico livro, e ao Bem-te-vi, que sempre me inspira.

Rayuela

Não nos beijaremos nas pracinhas íntimas
Nem nos cafés ou nos becos
Nos bancos ou nas pontes...
Não haverá reuniões do Clube
Sem Jazz, Blues
Hawkins ou Bessie Smith
Vodka , chuva ou o Sena
Não haverá Paris,
Nem Montevidéu, Nem Buenos Aires

Não mais saltos,
Pedrinhas...
Jogos
Glíglico

Sem chegar ao céu
Sem pular o inferno
Sem guarda-chuvas
Nesse jogo de Amarelo

Ode à Órion

Bom, dedico esse poema à várias pessoas, por que ele é mais que um poema....Dedico a parte I para a Chi, a parte II e V à Órion, a parte III à Chi e ao Vinas e a parte IV aos meus mais puros amigos: Biel, Nay, Naty, Lu e Poia...
Vamos ao poema

Ode á Órion

I
E ficamos ali
Sentadas naquele banco de madeira
Contemplando o céu
Cada uma imersa na sua própria solidão
Falamos pouco
Monossílabos

II
Só apenas nesta noite que eu o vi.
Forte
Com seu escudo
Sua seta apontada para próxima estrela
Um brilho tão intenso quanto uma lembrança

III
Cada qual no seu pranto
Com lágrimas prateadas (salgadas)
Rolando pelos rostos
Quando eis que uma caí.
No infinito da noite, passa de um olho à outro
Uma lágrima que dá origem à uma estrela.

IV
E naquele momento eu soube da verdade
Estava ali
Naquela Areia
No chiado das ondas
No sol por Nascer.
A verdade estava em nós
Apenas nós!
Não havia nada que nos distanciasse da certeza
De que no final de tudo seria apenas nós
Apenas aqueles sorrisos
Aquelas pegadas
Loucuras
Aquela imensa confiança e convicção
De que o universo era feito apenas de nós

V
Órion
Firme e convicto
Olhava-nos rindo-se
Tolos...
Só tolos choram ao ver estrelas...
Apenas tolos  enxergam o suficiente para chorar ao ver Órion