domingo, 4 de setembro de 2011

não compreendo

Sou selvagem não compreendo
Como pode o branco comprar
O brilho das águas, o frescor do ar
Como vender o que não tenho?

O homem pertence à Terra
Tua mãe não generosa
Sagrada árvore frondosa,
Qual agora tu faz uma oferta

Se por ventura vier à aceitar
Tu branco deverá prometer
Que com harmonia com a Terra irá viver
E ensinará tuas crianças a Terra respeitar

Sou Selvagem e não compreendo
Esse mundo civilizado
Onde tudo é cinza e numerado
Onde o que importa é o quanto compro ou vendo...

Sou Selvagem e me orgulho
De respeitar a Natureza
Sentir e fazer parte da sua grandeza
Há uma ligação em tudo

Há uma ligação em tudo
À cada árvore que cai
À cada búfalo que cai
Um dia recairá ao teu mundo

Tu Branco é meu irmão
Tu pássaro, cavalo, onça, lambari
Mustangue, Xavante, Tupi
Em tudo há uma ligação

Acabou a vida e começou a sobrevivência
Estais destruindo a fonte de teu sustento,
Esta é a tal da ordem e do progresso?

Estais sendo morto por tua prepotência
sou selvagem e não compreendo
Mas grito: DESORDEM E REGRESSO!

(Sobre a carta Chefe de Seatlle. Informe-se)

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