Fernanda não usa relógios
Nem os de ponteiro
Porque lhe atormenta o barulho
Que o tempo faz ao passar
Nem os digitais
Por ter sempre a impressão
Dos números estarem sempre distraídos
Deixando os minutos muito soltos
Deixando o tempo descontínuo
Fernanda não confia nos relógios
Procura buscar as horas por si mesma
As busca no céu, na sombras, nos bancos das pracinhas
Nos livros, no ar, na copa das árvores
E não pense que por isso
Ela sempre se atrasa, perde a hora
Em matéria de tempo, amigos,
Fernanda pouco se equivoca
Nenhum comentário:
Postar um comentário