domingo, 4 de março de 2012

Segundo mês

Acontece
Que o silêncio da tua ausência,
De tão imenso e constante,
Comprime meu peito.
Não posso respirar

Reviso cada traço,
Cada ponto,
Pra te reconhecer em todos os meus gestos

O acaso me fez de fantoche
Que espera impaciente
Por uma súbita aparição
Aparição que não vem
Trinta dias
Quatro semanas
Um mês

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