I
Da tua mão canhota,
que de rabiscos caminha,
vejo saltar aos meus olhos,
as mais bonitas ideias
II
E indago-me,
hora à hora,
por qual motivo
não és tu
o desenhista do meu mundo
III
Salta
Lança-te no espaço,
vertigem das ideias
Mergulha num mar de palavras,
pra espalhar,
ao alçar voo,
somente poesia
IV
Bem-te-vi
Quem me dera,
um dia,
poder tirar tuas asas
da minha imaginação
V
Teu é o reflexo de tudo que vejo
E cada simples gesto,
passa então,
a ser minhas lembranças de tu:
Pássaro que sempre serás
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